VÍDEO – Trio bloqueia celular para poder furtar apartamento de luxo

Porteiro não conseguiu ligar para vítima, que estava viajando, para confirmar versão de ladrões de que eles estavam autorizados a entrar

Foto:Divulgação
Foto:Divulgação

A polícia procura três suspeitos de roubar nessa terça-feira, 4, um apartamento de um dentista na Bela Vista, região central de São Paulo. Os celulares da vítima foram bloqueados horas antes do crime e os ladrões disseram ao porteiro que estavam autorizados a entrar. Como o grupo sabia detalhes sobre a vida do dono do imóvel, há suspeita de que os bandidos sejam do círculo pessoal do morador.

O trio entrou de táxi na garagem do edifício, na Rua dos Franceses, e alegou que era hóspede do dentista, fora da cidade durante o carnaval. Os bandidos disseram ao porteiro que foram autorizados a entrar pela irmã do morador e que tinham pressa porque iriam viajar. O funcionário do condomínio chegou a conversar com uma mulher por telefone, que se passou pela irmã do dono do imóvel. O porteiro também tentou falar com o dentista, mas os telefones já estavam bloqueados, provavelmente pelos suspeitos.

Os criminosos tinham a chave do elevador, mas não conseguiram abrir a porta do apartamento, que foi arrombada. Eles reviraram gavetas e encheram duas malas. Foram levados eletrônicos, roupas, perfumes e joias, a maioria comprada no exterior, além de um cofre com cerca de R$ 5 mil. Segundo a vítima, o prejuízo é de R$ 100 mil.

As imagens das câmeras de segurança do edifício revelam que os suspeitos deixaram o prédio calmamente. No elevador, um deles se olha no espelho com um casaco roubado e óculos roubados. “Nem tinha usado aquela roupa ainda”, lamentou a vítima, que não quis revelar o nome. Os ladrões também deixaram latas de cerveja vazias no local. O dentista, de 35 anos, estava no litoral norte do Estado e foi avisado horas depois sobre o furto. O crime aconteceu entre 13h30 e 14h de anteontem.

A Polícia Civil e a vítima não identificaram os ladrões, mas há suspeita de que sejam ligados a seu círculo pessoal. “Eles tinham a chave do elevador do prédio e sabiam detalhes da minha vida. Além disso, meus dois celulares foram bloqueados de manhã, o que significa que usaram meus dados pessoais”, disse. Ele ainda acredita que postagens em uma rede social contribuíram para a ação criminosa. “Publiquei uma foto na praia”, contou ele, que não dormiu na noite seguinte ao crime.

Precauções. O especialista em segurança pública e privada Jorge Lordello acredita que faltaram cuidados no controle de acesso ao prédio. “Ninguém pode entrar sem autorização prévia ou cadastro”, alerta. “Outro erro é o táxi ir direto para a garagem. A recomendação é que a pessoa entre a pé”, diz. Quanto ao bloqueio indevido de celulares, ele afirma que as operadoras devem solicitar o máximo possível de dados. “Assim terão certeza de que é o titular da conta quem fez o bloqueio.”

Fonte:Terra

Compartilhar: