Visionário: Desempregado cria empresa e passa a faturar R$ 40 mil por mês

Ele diversifica seus produtos, empacotando castanha de caju, castanha-do-brasil (antes denominada castanha-do-pará) e amendoim

Eulâmpio chega a comercializar uma tonelada do alimento mensalmente. Foto: Divulgação
Eulâmpio chega a comercializar uma tonelada do alimento mensalmente. Foto: Divulgação

Entre os dias de desemprego e a rotina de empresário em ascensão passaram-se sete anos e muitas castanhas. Foi empacotando e comercializando o alimento que o paraibano Eulâmpio Teotônio de Medeiros Neto, 48 anos, conseguiu alcançar rendimento impensável na época em que procurava emprego. Em mês de maior movimento ele chega a faturar R$ 40 mil e a vender uma tonelada de castanhas. A guinada no negócio de Neto ocorreu após se formalizar e “vestir adequadamente” os seus produtos.

“Quando eu estava desempregado em 2007 pensei em trabalhar com um produto saudável que tivesse boa saída. Pesquisei e vi que vender castanhas poderia dar certo. Passei a empacotar (as castanhas) à noite na minha casa e saía para oferecer durante o dia”, lembra-se. Tudo muito amador, conforme reconhece Neto. “Muitas vezes perdia vendas porque não tinha como emitir nota fiscal”, conta.

Em 2011, depois da empresa onde Eulâmpio trabalhava como gerente fechou, ele pegou o dinheiro da rescisão e recomeçou seu negócio. Ele sentia que lhe faltava boa dose de conhecimento em gestão empresarial. “Eu sempre soube vender, mas não sabia gerir uma empresa”, conta, completando que procurou o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), onde foi orientado a mudar o layout da embalagem do seu produto.

Atualmente, a empresa de Neto, a Lamp’s Castanhas do Brasil, instalada em Campo Grande, desenha com rapidez uma linha ascendente. Números consideráveis começam a entrar nos cálculos do empresário. Ele diversifica seus produtos, empacotando castanha de caju, castanha-do-brasil (antes denominada castanha-do-pará) e amendoim. O faturamento chega a R$ 40 mil. “Antes os pedidos davam em torno de R$ 1 mil”, compara.

 

 

Fonte: Correio do Estado

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