Vítima de sequestro pediu socorro por telefone e pai achou que fosse trote

Filha pediu socorro ao pai por telefone quando o criminoso abordou o coletivo

Av. Brasil: Reféns foram mantidos por mais de 2 horas em coletivo. Foto: Divulgação
Av. Brasil: Reféns foram mantidos por mais de 2 horas em coletivo. Foto: Divulgação

O pai da jovem feita refém em ônibus na avenida Brasil, no sábado (10), disse que, ao ser avisado pela filha por telefone de que o sequestro estava em curso, pensou se tratar de um trote. Após o crime, Cosme Luiz, técnico em telecomunicações, disse que a filha Rafaela Lobo passa bem. Ela contou ter sido abordada no coletivo por Paulo Roberto Ferreira da Silva, de 33 anos, e que ele mandou todos os passageiros descer. Ainda abalado com a violência, Cosme lembrou que a filha disse ao telefone: “Socorro, pai”.

“Ela ligou e disse: ‘Pai, tô aqui. O ônibus foi sequestrado’. Achei que fosse um trote e desliguei. Liguei para casa e ela não tinha chegado”.

O sequestrador tinha passagens pela polícia. Contra ele foi cumprido um mandado de prisão pendente, expedido pela Justiça em 2013, por roubo. Silva tinha quatro passagens pela polícia — três por roubo e um registro por resistência e porte de droga.

Na 39ª DP (Pavuna), foram ouvidas as vítimas (o motorista do ônibus e a jovem), o suspeito, os policiais militares e a companheira de Paulo. A perícia do coletivo foi realizada em frente à delegacia. Imagens de câmeras de monitoramento do ônibus foram solicitadas para análise. O preso é encaminhado neste domingo (11) à Seap (Secretaria de Administração Penitenciária).

Preso em flagrante pelos crimes de sequestro qualificado e ameaça, Silva fez duas pessoas reféns ao sequestrar um ônibus na tarde deste sábado (10), na avenida Brasil, zona norte do Rio. O sequestro durou cerca de duas horas e meia e terminou com os reféns liberados e o sequestrador preso.

Segundo os policiais, ele estava completamente transtornado durante a ação, e parecia estar sob efeito de drogas. Ele é usuário de crack. O sequestrador se entregou após receber do negociador um colete à prova de balas.

O sequestrador manteve uma tesoura apontada para a jovem durante o sequestro. A Polícia Militar informou ainda que Paulo Roberto Ferreira da Silva não chegou a anunciar um assalto. Ele teria ordenado ao motorista que parasse o ônibus e que os passageiros descessem. Com a aproximação de uma viatura policial, ele teria feito a jovem de refém.

Impedido de deixar o coletivo, o motorista acabou por auxiliar os negociadores a acalmar o sequestrador. Eles teriam feito uma oração antes de deixar o ônibus.

Fonte: R7

Compartilhar:
    Publicidade