A vitória só vem com bola no pé – Alex Medeiros

Das oito seleções que passaram às oitavas como primeiras colocadas em seus grupos, apenas duas se classificaram às quartas nas…

Das oito seleções que passaram às oitavas como primeiras colocadas em seus grupos, apenas duas se classificaram às quartas nas cobranças de pênaltis. Exatamente Brasil e Costa Rica, as que mais sofreram diante dos respectivos rivais, Chile e Grécia.

Não que as outras seis também não tenham sofrido. Todas tiveram dificuldades para superar os adversários, mas pelo menos souberam encontrar a vitória no jogo corrido, sem precisar se expor à sorte lotérica das terríveis disputas de bola parada.

É a primeira Copa do Mundo com os líderes dos oito grupos iniciais classificados para a segunda fase do mata-mata. E há entre eles quatro seleções campeãs do mundo: Brasil, Alemanha, Argentina e França contra quatro que jamais conquistaram uma taça.

E como até agora boa parte da mídia tem dito que o torneio está marcado por surpresas, com seleções sem tradição complicando a vida das favoritas, as outras quatro, Holanda, Colômbia, Bélgica e Costa Rica tentarão fazer história nos gramados brasileiros.

Pelo que se jogou até agora, sem qualquer equipe com aquela diferenciação digna de ser taxada como uma superseleção, não será mais surpreendente que as naturais favoritas tropecem nas quartas de final. Ninguém arrisca dizer que as camisas vão pesar.

Duas delas se enfrentam entre si, Alemanha e França, uma matando a outra no rumo da semifinal. O Brasil aposta nas estatísticas para superar o futebol técnico e rápido da Colômbia, de quem pouquíssimas vezes perdeu e jamais enfrentou numa Copa.

O time belga passou pelos adversários com eficiência, mas sem apresentar a mesma bola das eliminatórias europeias. Pode vencer, sim, a Argentina, desde que não deixe Messi e Di Maria livres para construir jogadas. A Suíça sabe como isso é letal.

Se o meia do Real Madrid acertar apenas um terço de tudo que errou ontem contra os suíços, os hermanos terão menos dificuldade contra os belgas. Di Maria teve a bola o tempo todo, mas só acertou uma jogada quando Messi o serviu na bandeja.

A Holanda tem tudo para passar pela inesperada Costa Rica, só não pode incorrer nos pecados que teve contra o México, abrindo demais o jogo e permitindo o jogo técnico de Giovanni. Há gente talentosa também no time costarriquenho. Cuidado.

O que surpreende nessa copa não é o alto nível de times como Colômbia e Bélgica (olha que o rei Pelé avisou meses antes, heim?), mas o nivelamento mediano das seleções classificadas. Quem diria que Brasil e Alemanha sofreriam com Chile e Argélia?

Sexta-feira o time de Neymar tem um teste de fogo, que na verdade deveria ter tido nos amistosos preparatórios pós-Copa das Confederações. Felipão e a mídia pacheca acreditaram que o time estava pronto no ano passado, e agora sabem que não.

O Brasil iniciou a Copa com um ataque que se supunha espetacular na triangulação de Fred, Hulk e Neymar e com um meio de campo endeusado por todos. O que se tem agora é uma dependência de Neymar, um ataque nulo e um meio-campo estéril.

Enfrentará uma seleção que tem no seu meio de campo o setor mais criativo, com um jovem craque em estado de graça e com fome de gols. Vai precisar reencontrar o eixo psicológico e a alma do time com a bola no pé e não com os ouvidos no oba-oba patriótico das arquibancadas. (AM)

Menos mal

O programa de governo a ser apresentado na campanha de Dilma Rousseff à reeleição excluiu as propostas esquerdizantes do PT da “democratização da mídia” e do “financiamento público de campanhas políticas”. Os manés irão chiar por isso.

Terrorismo

Em Sergipe, militantes sem terra e sem teto invadiram uma emissora de rádio para exigir a transmissão ao vivo de um debate sobre “democratização da mídia”. Atenção, donos de rádio no RN, convém montar uma comitiva de recepção bem armada.

Sempre alerta

Evidente que não dá para crer na boa vontade da presidenta e seu histórico comunista. A ausência do radicalismo petista no programa tem claros sinais de estratégia para iludir liberais e democratas. Se Dilma vencer, tudo volta à pauta do Palácio do Planalto.

Joaquinzão

Jornalistas de diversos veículos de comunicação se despediram do ministro Joaquim Barbosa, em sua última sessão no STF, fazendo uma “selfie”. A empatia da mídia com JB irrita os cães de aluguel do PT que passam o dia rosnando nas redes sociais.

Popularidade

Só para chatear Lula e Dilma, alguém deveria propor a Joaquim Barbosa que ele fosse ao Maracanã na final da Copa do Mundo. A receptividade do povo seria uma tapa na cara dos dois petistas, que hoje fogem dos estádios como o diabo da cruz.

Outro mundo

Um amigo médium informa que o escritor britânico George Orwell está com um novo romance na praça celestial, pronto para psicografia. Tem um capítulo sobre jumentos debatendo sobre a possibilidade do consumo da carne de promotor público.

Reage, Israel!

A vida democrática e ocidental na pátria dos judeus só terá paz no dia que o Exército israelita fizer uma faxina bem feita na região e varrer de uma vez por todas as ameaças. Tem que ser intolerante. Para cada homem morto, um quarteirão rival detonado.

No pau

Brasil e Argentina garantiram classificação às quartas graças às traves. O jornal Lance, em sua edição hispânica publicou hoje uma capa fazendo alusão ao gol de mão de Maradona em 1986. Disse que a bola suíça no final pegou na trave de deus.

Na CNN

Até o jornalismo norte-americano se rendeu ao craque colombiano James Rodriguez. No site da CNN, o jornalista James Masters escreveu hoje que o craque de 22 anos, de camisa amarela, de futebol ágil, fazedor de gol não é o brasileiro Neymar.

Sexta-feira

A Colômbia é mais time que o Chile, mas não tem a tradição em copas que tem o time andino. Fará um jogo duro contra o Brasil, mas o time de Felipão terá mais chances do que a partida anterior, pois o futebol colombiano é mais aberto que o chileno.

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