Vivam Natura
“Paisagens, bichos, água, seca, chuva, neve… Fotografar natureza é um campo bastante amplo e sedutor. É incrível quando é possível descobrir um lugar ou o colorido de um animal. Ainda mais, quando acontece o que chamamos de momento mágico que é estar no lugar certo, com a luz natural perfeita diante de um cenário deslumbrante”, declarou o fotógrafo Fernando Pereira em entrevista para O JORNAL DE HOJE.
Jornalista, funcionário da Universidade Federal do Rio Grande do Norte onde atualmente trabalha na Hemeroteca do Departamento de Comunicação da instituição. Nasceu na cidade de Santo Antônio de Pádua, no Rio de Janeiro, radicado em Natal há 37 anos, Fernando Pereira lança nesta quinta-feira, dia 7, às 19h, a exposição “Vivam Natura”, na Galeria Conviv’art. A entrada é gratuita.
Na exposição “Vivam Natura”, promovida pelo Núcleo de Arte e Cultura (NAC), o fotógrafo irá apresentar 40 fotografias todas brindando a natureza, predominando a do território potiguar. “Nunca contei mais acredito que tenho mais de 15 mil fotos. Comecei a fotografar profissionalmente na década de 90, fazia tanto fotos consideradas de arte como as sociais, de festas, casamentos, entre outros, me apaixonei e não parei mais”, destaca o fotógrafo.
A exposição estará aberta à visitação de 08 a 27 de março, de segunda a sexta-feira, das 9 às 17h. A Galeria Conviv’art está localizada no Centro de Convivência Djalma Marinho, sala 11, no campus central da UFRN.
Fernando conta que, “a fotografia de natureza tem que ter uma certa integração, o fotógrafo tem que gostar do ambiente, tem que se identificar com aquela imagem com que se deparou. Porque se não for assim não consegue uma boa foto. Para mim, uma boa foto é você capturar a imagem na hora mágica, sem contar que tem que ter uma boa captação, uma luz ideal e por aí vai”.
Sobre o processo de seleção o fotógrafo conta que nunca é tão fácil. “Na realidade fiquei meses e meses escolhendo quais fotos entrariam nesta mostra. Tenho mais de 15 mil fotos e nesta oportunidade mostrarei 40. Acho que consumi cerca de 6 meses, me convencendo de que aquela determinada foto entraria… dias depois a tirava… e assim, foram com várias e muitas vezes”.
Ele confessa que seu maior desejo com “Vivam Natura” é que as pessoas possam ao se deparar com cada foto verdadeiramente tenha um momento de prazer. “Quando a gente seleciona uma foto é porque se considera que aquela é uma boa imagem, onde foi possível congelar um determinado momento mágico e que aquele registro vai agradar um maior número de pessoas”, disse.
O autor inclui no currículo várias premiações locais, nacionais e internacionais, além de ter suas fotos publicadas em diversos livros e revistas. Dentre eles, “Reve e a vila”, realizado na Vila de Ponta Negra e “Visões da Redinha”, ambos em Natal, quando obteve o primeiro lugar pela comissão julgadora, na categoria profissional.
Fernando também teve fotos destacadas na Itália quando participou do “III Concurso Nationale Cittá de Loreto”. Em Santa Maria, no Rio Grande do Sul no Concurso “Um olhar sobre a gente de Natal – RN”. Em 2004, foi o 2º colocado no concurso “Paisagens do Ecossistema Potiguar” promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA), entre outros.
Porém, o fotógrafo conta que seu maior feito veio do Japão, com o concurso fotográfico promovido pelo “Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente” onde participaram 19.491 fotógrafos de 153 países, onde apenas 100 trabalhos foram selecionados para compor o catálogo e entre eles a foto “Earthen Men” (homem de barro) que Fernando Pereira eternizou o carnaval na Redinha, em Natal.
Além das 40 fotos da exposição “Vivam Natura”. Fernando Pereira contou com exclusividade para este vespertino que ainda estarão expostos 26 fotografias dele que foram premiadas durante a sua carreira. “Será uma espécie de um currículo em imagens”, avisa.
Mas, os projetos não param. Fernando contou ainda que já tem em mente a produção de um livro de fotografias. “Acredito que vai ser um pouco mais pra frente porque sei que quero produzir esse livro. Mas, ainda não defini tema e nem comecei com o processo de seleção das fotos”.


