Voluntários se dedicam na organização do Sorteio Final da Copa 2014

Ser parte de um momento histórico, crescer profissionalmente e conquistar novas amizades motivam voluntários a se dedicarem de corpo e…

Crescer profissionalmente e conquistar novas amizades motivam voluntários a se dedicarem de corpo e alma. Foto:Divulgação
Crescer profissionalmente e conquistar novas amizades motivam voluntários a se dedicarem de corpo e alma. Foto:Divulgação

Ser parte de um momento histórico, crescer profissionalmente e conquistar novas amizades motivam voluntários a se dedicarem de corpo e alma na organização do evento que vai definir os confrontos da Copa do Mundo da FIFA na próxima sexta-feira.

Nem mesmo a gravidez de seis meses de Juliana Paim fez com que ela desistisse de percorrer os 74 km que separam Salvador da Costa do Sauípe. A baiana de 31 anos é parte de um grupo cuja contribuição é imprescindível para o Sorteio Final da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014: os mais de 200 voluntários selecionados para o evento.

Alguns deles apontam a experiência de viver um evento que atrai a atenção de milhões de pessoas em todo o planeta como o motivo que os levaram a se inscrever. Para outros, o maior estímulo é a oportunidade de conhecer novas pessoas e de ampliar a rede de contatos.

É o caso de Juliana, anteriormente selecionada para a equipe de Transportes, que devido à gravidez acabou transferida para o gerenciamento de voluntários. Segundo ela, o trabalho é gratificante por proporcionar a chance de conhecer muita gente – o que, inclusive, fez com que a baiana ganhasse uma nova alcunha.

“Não sou mais a Juliana. Sou a gravidinha! Todo mundo me chama de gravidinha”, diz. “Aqui, onde estou atuando, tenho uma função deliciosa. Eu recepciono todo mundo e todo mundo acaba me conhecendo. Sou responsável pelo controle dos voluntários. É muito legal conhecer as pessoas, nos divertimos bastante.”

Enquanto Juliana, que aguarda a chegada do filho Lucas, deslocou-se pouco mais de 70 km, pessoas de outros cantos do mundo também marcam presença na turma voluntária. Casos do português Mario Ilidio Godinho Ramos da Graça, 31, e do filipino Isagani Isidio Sogocio, 64. Ambos residem no Brasil atualmente, e o amor pelo país fez com que quisessem compensar a acolhida com o trabalho voluntário.

“Sou engenheiro aeronáutico aposentado. Fiz massoterapia, sou cozinheiro e barbeiro. Estou em atividade em todo tempo. Já criei meus filhos, já ganhei minha vida. Sinto que devo fazer um pouco pelos outros agora”, diz Isagani, apelidado pelos companheiros de Senhor Miyagi (personagem caricato e marcante do filme Karatê Kid). “Ser voluntário é renovar a vida. Trabalhar com tantos jovens por perto rejuvenesce. Essa é a minha dica”, diz.

Enquanto Isagani conversava com a equipe de reportagem, alguns voluntários pediram e cobraram a massagem que ele havia prometido fazer. Com sorriso no rosto, ele prometeu cumprir logo após a entrevista (aquele era seu dia de folga na escala de trabalho).

Já Mario veio de Portugal acompanhando sua esposa, que recebeu proposta de trabalho no Rio de Janeiro. Morador da cidade que será palco da final da Copa do Mundo da FIFA, Mario – que também foi voluntário na Copa das Confederações – diz que a oportunidade de fazer parte de um evento histórico é que o motiva.

“Estou aqui pelo coletivo. Não é somente por dinheiro que se fazem as coisas, não é dinheiro que move a máquina do mundo. Estar aqui não é uma ação para colher qualquer coisa que seja, mas, sem dúvida nenhuma, estar aqui vai gerar resultados de todos os tipos na minha vida mais tarde. Vim para estar disponível e ajudar” afirma o português, que trabalha ao lado de Juliana no gerenciamento de voluntários.

Ajudar, colaborar, conhecer novas pessoas, se relacionar, sorrir, se divertir. Ampliar a rede de contatos, trabalhar em grupo, adquirir novas experiências. Rejuvenescer, sair da rotina. Seja qual for a motivação de cada voluntário, os adjetivos que eles usam para descrever suas experiências mostram que elas são mais do que positivas.

Fonte:Assessoria

Compartilhar:
    • Juliana Paim

      Foi tudo muito intenso… gratificante!!!
      Recomendo a todos.

    • Johnny Sette

      Foi imensamente gratificante fazer parte dessa familia de voluntários . . .

    • Elaine Dórea

      Minha amiga fazendo sucesso, como sempre, se n, n seria a Juliana q eu conheço