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Vossa Vontade

Data: 13 março 2013 - Hora: 18:00 - Por: Rubens Lemos Filho

É de espantar,  sim senhora. A sua beleza, Alinne Calandrini. São traços tropicais no contorno facial e no olhar e lábios de deusa grega. Alinne Calandrini joga na zaga do Santos e da seleção brasileira de futebol feminino e se há algo abominável, podem me linchar feministas, é futebol feminino. É a contradição da delicadeza da mulher, feita para colorir a arquibancada, as cadeiras, as telas em HD.
Nunca dei bola para o futebol feminino também pela incompetência atroz. Sempre elas ganham quando não vale e perdem quando precisam. É assim em Olimpíada e Copa do Mundo. Marta joga demais e mais que todos os camisas 10 nascidos homens no Brasil, mas é solitária guerreira.

Alinne Calandrini me aparece assim, numa navegação de internet, como Coca-Cola bem gelada, em garrafa de vidro, quando se está sedento de morrer. Muito bonita  e singela, doce e dengosa. Tem rabinho de cavalo no penteado . Mulher com rabinho de cavalo é uma menina pela eternidade.

São predicados os plurais de Alinne Calabrini, adjetiva, superlativa e de doçura aparente. Só posso calcular a pureza fotogênica porque retrato não fala, embora o dela pareça um sussurro de charme.

A mãozinha no queixinho tem explicação: A moreninha  está chateadinha. Olha o que falou à Folha de São Paulo: “Eu vejo com tristeza o futebol feminino continuar pouco lembrado e sem patrocínios. Tenho 25 anos e sei que a vida como atleta não será para sempre”. Eis o desabafo de Calan, seu nome de paz, jamais de guerra.

Comparem vocês, o jeitinho de Alline, ao pronunciar a frase e experimentem fazer a mesma analogia , por exemplo com o  ex-volante Amaral, do Corinthians e do Vasco, ex-coveiro, gozador e apelidado de Cabeça de Área de Notre Dame pelo falecido Bussunda, por sua formosura inversa.

Amaral segue rodando por times do interior. Bem coroa. Ninguém faz entrevista com Amaral. Alinnezinha quer ser jornalista e está fazendo universidade, estudando para ser repórter ou, de preferência, apresentadora de telejornal. Se dinheiro tivesse, compraria um canal exclusivo para ela.

Sem maldade, sem maldade. Mulher maravilhosa mesmo é a minha. Allinezinha é objeto de contemplação. É sopro de relaxamento no circuito pobre e quase carcerário da bola. Allinezinha não gosta de escrever, o que provou comentários irados de rivais despeitadas e machos corporativistas.

Nenhum problema. Saber escrever é o mínimo exigido hoje para quem quer ser jornalista. É mero utensílio,  menor que a beleza de Allinezinha. Parreira, técnico tetracampeão, disse que o gol não passava de um detalhe no futebol e o mundo não caiu. Seja feita a Vossa Vontade, Allinezinha.

 

Tranquilo
Na entrevista ao narrador Marcos Lopes, o novo técnico do ABC, Paulo Porto,  demonstrou tranquilidade antes de decolar de Porto Alegre a Natal. Hoje, está prevista sua presença no Frasqueirão para o jogo contra o Corinthians. Quem ficou, vai querer mostrar o que sabe ao novo comandante.

Esperança
Paulo Porto, disse que não tem esquemas táticos pré-determinados e monta seu time com base nas características do elenco. Tanto pode jogar no 4-4-2, como no 4-3-2-1 ou no 3-5-2. Tomara que ele faça o simples. Aproveite o que lhe resta no elenco, nada de exuberante.

Promoção celeste
Três sócios do América serão sorteados para um passeio no helicóptero do presidente do clube, Alex Padang, até o Estádio Nazarenão em Goianinha no domingo. No tempo dos antigos reclames, o slogan(de baixo nível) poderia ser: “Vá ao céu e volte com o América.” A ideia é razoável. Em helicóptero, até entro. Ele parado no chão e sem piloto.

Barretão
O Barretão, o estádio onde o América mandará seus jogos, pode ser chamado de “Tréguão”. Serve, principalmente, para o armistício entre Alex Padang e a ala contra a Arena das Dunas, liderada pelo grupo do ex-presidente José Rocha. Acordo fechado, pensar no time em campo.

Cléo
O novato Cléo, do América, agradou contra o Santa Cruz pela habilidade.  Está machucado, mas há tempo, quando se trata do médico Maeterlinck Rêgo. Ele e Roberto Vital, do ABC, são craques. Patrimônios da cidade.

Andrey
O tal acordo entre o goleiro Andrey e a diretoria do ABC parece pacífico demais. Andrey tem dinheiro a receber e um histórico de polêmicas. Advogado trabalhista deve estar se movimentando para incendiar o fogareiro.

Lopes se metendo
A besteira dita pelo ex-presidente do Sport, Luciano Bivar, de que pagou para que fosse convocado em 2001 o ex-volante do clube Leomar, ressuscitou até Antônio Lopes.  Lopes já estava de pijama, para o bem dele e o nosso.  Lopes exige o nome dos lobistas que teria recebido a grana. Pode ir para a calçada que eles passam até sexta-feira, espontaneamente.

Bagrista
Lopes foi técnico bagrista. Achava Orlando Fumaça, Nasa e Júnior Baiano jogadores de futebol. Odvan também. Preferia mastodontes aos habilidosos. Só não criou problema para Edmundo e Romário no Vasco. É delegado de policia aposentado, mas nunca foi suicida.

Azar, nada
Jóbson, detido acusado de espancar a mulher, é um cara de sorte. Aprontou em todos os times por onde jogou, foi camisa 10 do Botafogo, consumiu crack, recebeu perdão, outras duzentas chances, fez contratos bons e desperdiça agora o que lhe resta, o pilar da família. Jóbson, meia habilidoso,  é um cara de sorte. Mas prefere jogar no time do mal.

Anel coberto
Há  exatos 38 anos, em março de 1975, última rodada do Torneio Cortez Pereira, que marcou o fechamento de toda a cobertura do Estádio Castelão (Machadão). O campeão foi o Náutico, ao derrotar o Bahia por 2×1, gols de Jorge Mendonça e Vasconcelos, com Fito Neves descontando para o tricolor.

Clássico empatado
Com público de 14.795 pagantes, considerado uma lástima para os padrões da época, ABC e América encerraram sua participação empatando(1×1). Os rivais ficaram na lanterna do pentagonal que também incluiu o Santa Cruz. Alberi abriu o placar para o alvinegro aos 7 e Pedrada empatou para o América aos 25 minutos do segundo tempo.

Escalações
ABC: Floriano; Sabará, Domício, Joel Copacabana e Anchieta; Maranhão, Danilo Menezes e Zé Roberto(Edvaldo Araújo); Noé Silva(Antenor), Alberi e Noé Macunaíma. América: Ubirajara; Ivan Silva, Djalma, Mário Braga e Cosme; Edinho, Garcia(Romualdo) e Hélcio Jacaré(Washington); Reinaldo, Pedrada e Ivanildo.

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