Voz de Khrystal

Por ser amigo de Khrystal e admirá-la como cantora, não concordei com as palavras utilizadas na primeira entrevista dada em…

Por ser amigo de Khrystal e admirá-la como cantora, não concordei com as palavras utilizadas na primeira entrevista dada em Natal após ser eliminada no programa The Voice Brasil. Não que ela não tenha razão no exposto; só acho que não precisava falar.

Evidente que a inclusão do voto popular complicou ainda mais o julgamento dos tais técnicos, que por sua vez já haviam permitido que elementos externos à voz dos concorrentes tivessem influência na escolha. Nos EUA, ela é praticamente nula.

Pena que a cópia nunca é fiel ao original, ainda mais em se tratando de Brasil. Se o critério do The Voice (o nome já sentencia) fosse exclusivamente a voz, artistas como Khrystal e Dom Paulinho não perderiam para uma sanfona ou uma coreografia.

Minha discordância na entrevista da cantora potiguar é que as críticas nunca deveriam partir dela, posto que participou de um jogo com o risco natural da derrota. E também por correr um outro risco maior: a retaliação comercial tão comum no meio televisivo.

Mas, é claro que a música escolhida pela produção (não sei se por Torquato Mariano ou Lincoln Olivetti, dois monstros da cozinha da MPB) brecou o pique que Khrystal deu na eliminatória anterior com “Carne Negra” e levantou platéias no palco e no Brasil.

Acompanhei o programa enquanto a nossa representante esteve presente; não tenho o menor interesse de ver a conclusão. E pelo que vi, percebi o obvio ululante em se tratando do padrão global que preza pela audiência e pela espetacularização da grade.

Faltou um ponto crucial para Khrystal prosseguir. Uma coisa que faz de Pedro Lima forte favorito (além da voz poderosa): a vida pregressa de sofrimento e angústia, forte aliado para tocar a psiquê coletiva do público. Neste aspecto, Khrystal é imbatível.

Junte-se a isso uma canção de impacto e de apelo popular, com a letra ou ritmo devidamente marcados no decoreba nacional, como as de Cazuza, Ivete Sangalo, Legião Urbana, Geraldo Vandré… Impossível o julgamento ater-se apenas nas vozes.

Quem já viu alguma edição americana do The Voice acostumou-se a ver a classificação daqueles concorrentes cuja voz é realmente o fator essencial para a escolha dos jurados. Aqui, o critério técnico foi para as cucuias pela clara interferência das coreografias.

Na Globo, o programa é um jogo bem planejado para mexer com o emocional do público em casa, que está se acostumando a manusear o controle remoto, como mostra o Ibope da grade platinada, principalmente Faustão, Fantástico e até o Jornal Nacional.

Portanto, a cantora Khrystal não tem que sentir-se derrotada, pois saiu do jogo com o moral elevado e com aprovação nacional, vide as manifestações de personalidades famosas do país e até da própria TV Globo, como algumas atrizes e uma dramaturga.

E não cabe a ela, Khrystal, no momento enfiar a peixeira no resultado da brincadeira televisiva. Sua carreira está diante de portas abertas no âmbito nacional, mas há muita gente no Jardim Botânico com mania de segurar as maçanetas, e os trincos das janelas.

Tem mais que seguir cantando, ocupando espaços cada vez maiores e tendo consciência de que é hoje uma grande cantora do Brasil, como deixou evidente até mesmo um renomado jornal europeu, The Guardian. É esquecer o grito e elevar a voz. (AM)

 

Insegurança total
Um aumento absurdo de roubos de automóveis em Natal, tomados de assalto com os bandidos apontando armas de fogo na cabeça dos cidadãos. Estamos ultrapassando a marca vergonhosa de um carro por dia. O policiamento na capital é quase invisível.

Forças ocultas
Quem serão as tais forças ocultas que operam contra o governo Rosalba Ciarlini, alegadas pela própria governadora? Não seriam por acaso as dezenas de famílias que mandam no estado e que em 2010 seu marido prometeu chamar aos carretéis?

Profecias
Com uma carteira de clientes em que se destacam artistas, políticos e dondocas, o numerólogo goiano Walter Prado, que faz previsões a partir de uma matemática bíblica, disse ao Diário da Manhã que Luiz Inácio vai empacotar antes de entrar 2015.

Profecias II
Segundo Walter Prado, “Lula não chegará a 2015 vivo, ele está morrendo, precisa descansar. Os números apontam isso”. O numerólogo também previu que o agropecuarista Junior Friboi (amigo de Lula) vai se eleger governador de Goiás.

Paralisia
Quer dizer que o doutor Miguel Nicolelis não consegue fazer andar as obras da sua Cidade do Cérebro, como mostra hoje a reportagem do Novo Jornal? Deve ser por isso que o Japão se adiantou na criação do exoesqueleto para fazer andar os paraplégicos.

Delinquentes
Ou os proprietários de shoppings tomam a iniciativa de garantir sua própria segurança e dos clientes ou a coisa pode piorar se for esperar ação das autoridades. O tal “rolezinho” é um ensaio para os arrastões e para destruir o conforto ainda existente nos locais.

Reagir com força
Os donos de shoppings precisam orientar seus seguranças a agir com vigor – e se preciso for distribuir porrada – para conter mais uma ação coordenada por quem quer ver o Brasil jogado numa conjuntura pré-revolucionária. O “rolezinho” é ideológico.

Seca no Trairi
O deputado estadual Tomba Farias (PSB) denunciou uma grande crise de água nas cidades da região do Trairi, que chegam a ficar oito dias sem um pingo de água. O parlamentar pede urgente providência da Caern para regularizar a situação.

O craque do ano
Nem Lionel Messi, nem Ronaldo, nem Vettel, nem Usaim Bolt, nem Ribery, nem LeBron James. “O desportista do ano” da mais importante revista do setor, a Sport Illustrated, é Peyton Manning, o quarterback de 37 anos do time Denver Broncos.

Rei dos vices
Não é o Vasco, como costuma trolar a torcida do Flamengo, o time com mais número de vices campeonatos. Aliás, o próprio Mengão foi mais vezes vice que o rival. O líder é o Cruzeiro, com 48 vezes na segunda posição, como divulgado no canal Fox Sports.

Ranking do vice
Eis o Top 10 divulgado no Fox Sports: Cruzeiro, 48 vices campeonatos; Atlético Mineiro, 42; Flamengo e São Paulo, 40; Vasco, 37 vezes; Paysandu, 36; Remo, 35; Grêmio, 34; ABC FC, 32; e Internacional, 30 vezes vice-campeão.

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