VW dá adeus à Kombi; série especial é feita em fábrica de ambulâncias

Aficionados participam de um documentário que marcará o fim do ciclo de despedidas oficiais da perua nacional.

Acabamento da Kombi Last Edition é feito em uma fábrica de ambulâncias e veículos especiais. Foto: Divulgação
Acabamento da Kombi Last Edition é feito em uma fábrica de ambulâncias e veículos especiais. Foto: Divulgação

Aos 63 anos de idade –e 56 de produção nacional–, o automóvel mais longevo do país está sendo obrigado a se aposentar. Seu projeto datado não atende às novas normas de segurança que passarão a vigorar a partir de 2014. A Kombi despede-se sem freios ABS ou airbag duplo. E também sem vaidades.

A Folha descobriu que a Last Edition (última edição), limitada a 1.200 unidades, está sendo decorada em Tatuí (a 141 km de São Paulo) pela Rontan, empresa especializada em preparar veículos especiais, como ambulâncias e viaturas de polícia.

É lá que o modelo recebe a tinta azul que compõe o estilo “saia e blusa” da carroceria, as cortinas sanfonadas nas janelas e novas forrações para os bancos. O preço? R$ 85 mil, quase o dobro do valor da versão normal.

Funcionários da VW acompanham todo o processo, mas, apesar da insistência da reportagem, a montadora não autorizou acompanhar a montagem do modelo.

A Last Edition pode ser vista de perto em concessionárias ou na fábrica de São Bernardo do Campo, em um evento hoje, das 10h às 16h. Haverá exposição de edições históricas do carro e praça de alimentação – sanduíches, pastéis e massas serão preparados em peruas transformadas em lanchonetes.

 

TESTAMENTO

Atrás da Fiat no ranking geral de vendas, a Volks aproveita o fim da vida do seu carismático utilitário para chamar a atenção. Uma grande campanha foi criada para capitalizar este momento.

A Kombi ganhou até testamento. O anúncio enumera os seus 15 últimos desejos, alguns nominais, como o dirigido a Eduardo Gedrait, 38, dono da mais antiga unidade registrada no Brasil.

O texto diz que ele pode ficar “com o álbum de fotos que conta a história da família”, numa alusão ao carinho que Gedrait tem pelo carro.

“Foi uma surpresa. Quando vi a publicidade, não aguentei de emoção e chorei. A Kombi serviu muito ao desenvolvimento do Brasil e agora morre para que se possa inaugurar um nova era na segurança veicular no país”, diz Gedrait, que preside o Sampa Kombi Clube.

Ele e outros aficionados participam de um documentário que marcará o fim do ciclo de despedidas oficiais da perua nacional.

 

Fonte: Folha de SP

Compartilhar: