Walfredo Gurgel é mais uma vez prejudicado por falhas na Saúde Municipal

Mais uma vez a suspensão de serviços ofertados pela Secretaria Municipal de Saúde de Natal prejudica o Hospital Monsenhor Walfredo…

Governo do Estado culpa a Prefeitura de Natal pelo péssimo funcionamento do Hospital Walfredo Gurgel. Foto:Divulgação
Governo do Estado culpa a Prefeitura de Natal pelo péssimo funcionamento do Hospital Walfredo Gurgel. Foto:Divulgação

Mais uma vez a suspensão de serviços ofertados pela Secretaria Municipal de Saúde de Natal prejudica o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG). Atualmente contratos da SMS com prestadores de três serviços importantes ainda estão aguardando renovação. Enquanto a Prefeitura de Natal não regulariza a situação, estão paralisados os atendimentos de cirurgia cardíaca, neurocirurgia, oncologia e ortopedia.

“Desde segunda-feira (02) não temos para onde encaminhar pacientes que precisam de cateterismo de urgência, por exemplo”, explica a Coordenadora da Central Estadual de Regulação, Maria da Saudade Azevedo.

Os serviços de ortopedia, de responsabilidade da SMS, já não vinham funcionando a contento e mais uma vez os hospitais prestadores (Pronto-clínica Paulo Gurgel e Hospital Memorial) paralisaram os serviços também pela falta de renovação dos contratos. O problema acarreta no aumento de pacientes a espera de uma cirurgia eletiva de ortopedia. Após receberem o primeiro atendimento nos hospitais de urgência, acabam por permanecer nestas unidades aguardando transferência para hospitais conveniados com a SMS.

A demanda reprimida no HMWG e no Hospital Deoclécio Marques resultam diretamente na superlotação das unidades. O número excessivo de pacientes vindos de todo o Estado, extrapola suas instalações físicas, obrigando o hospital a acomodá-los em áreas impróprias, como os corredores. Nesta sexta-feira, 31 pacientes das especialidades de Clínica Médica e Ortopedia, estão distribuídos nos corredores do Pronto Socorro Clóvis Sarinho (PSCS). Outros 68, internados nas enfermarias do quarto andar, aguardam transferência para realizar o procedimento ortopédico.

“Voltamos à superlotação. Nunca estivemos com uma situação ideal, é verdade. Mas estávamos com um dos corredores livres. Se as ações não forem contínuas, a gente retorna, sim, ao caos. Os traumas, os acidentes não param”, afirma a diretora geral do HMWG, Maria de Fátima Pereira Pinheiro.

Outros serviços do município também pararam. Os contratos com o Hospital do Coração, Promater e Natal Hospital Center também não foram renovados. Por essa razão, outros doentes estão ocupando leitos no HMWG a espera de um exame de cateterismo, angioplastias, cirurgias de coluna, aneurismas, tumores cerebrais, além de traumas de coluna.

Outro fator que, infelizmente, ainda vem contribuindo para o inchaço de enfermarias e corredores do hospital é a ambulancioterapia. Mais de 50% das cidades do interior do RN se valem do Walfredo Gurgel como porta de entrada para seus munícipes, muitas vezes, a procura de uma assistência básica, que deveria ser prestada em seu local de origem. A prática é antiga e leva a constatação de verdadeiros absurdos como o fato relatado pela diretora. “Ainda ouço de muitas cidades do interior a afirmação de que só podem levar o paciente que esta de alta, quando tiverem outro para trazer. Aí, enquanto isso, o paciente fica ocupando uma vaga que poderia ser destinada a outro com até maior necessidade de assistência”, denuncia Fátima Pereira.

Na tentativa de diminuir os danos à população, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) assinou um contrato emergencial com a Clínica Paulo Gurgel, o Hospital Memorial e Hospital Médico Cirúrgico e renovou o mutirão de cirurgias ortopédicas. A medida visa agilizar o atendimento dos pacientes que sofrem com a longa espera pela liberação de vagas pelo Município.

“Por mais que a gente zere a fila da ortopedia, se o município não cumprir com o seu compromisso com os hospitais particulares, vamos começar novamente a acumular”, conclui Fátima.

Fonte:Assessoria

Compartilhar: