Walfredo Gurgel pode ficar sem ortopedistas na primeira quinzena de janeiro

De acordo com uma recomendação do Conselho Regional de Medicina, a escala de plantão dos ortopedistas deve ter no mínimo três médicos da especialidade por turno

Problema poderá ocorrer devido a escala de plantão. Foto:Divulgação
Problema poderá ocorrer devido a escala de plantão. Foto:Divulgação

Os ortopedistas do Hospital Walfredo Gurgel alertam: a maior unidade
hospitalar do estado pode ficar sem o atendimento destes profissionais a
partir de meados de janeiro. O motivo é que a direção do hospital não
conseguiu fechar a escala de plantão para o período a partir do dia 22
dezembro. E para que a população não fique sem atendimento, principalmente
no período que compreende as festas de final de ano, quando a demanda
cresce consideravelmente, os profissionais resolveram antecipar a escala de
trabalho de janeiro.

De acordo com uma recomendação do Conselho Regional de Medicina, a escala
de plantão dos ortopedistas deve ter no mínimo três médicos da
especialidade por turno. Em acordo com a Secretaria Estadual de Saúde,
intermediado pelo Ministério Público, os ortopedistas anteciparam a escala
com a promessa de que o problema seria resolvido, com o remanejamento de
mais profissionais para o Walfredo. A contratação de uma cooperativa também
foi uma das alternativas cogitadas na reunião.

“O mês está acabando, e até agora nenhuma movimentação para solucionar o
caso. A nossa maior preocupação é que a partir do dia 12 de janeiro o
Walfredo vai ficar sem atendimento de ortopedia e traumatologia. E quem sai
perdendo com isso é a população”, alerta Tiago de Medeiros Almeida,
conjuntamente com todos os ortopedistas lotados no Walfredo.

O problema da falta de profissionais no Walfredo Gurgel não é de hoje. Nos
últimos dois anos, nada menos do que 15 médicos ortopedistas lotados no
Walfredo foram afastados por aposentadoria ou pedido de exoneração, sem que
tenha sido feita a reposição dos profissionais. E a demanda de atendimentos
só cresce a cada dia. Além disso, as condições de trabalho oferecidas aos
poucos profissionais existentes são péssimas, com falta de vagas, falta de
material para cirurgia, entre outros.

“Estamos fazendo a nossa parte, mas a Sesap tem que procurar resolver o
problema e contratar mais médicos. A saúde é um direito de todos, mas um
dever do Estado. E se a escala de janeiro não for completada, só quem sai
perdendo é a população”, finaliza Tiago Almeida.

Fonte:Assessoria

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