Wilma e Sandra definem com executiva nacional do PSB aliança com o PMDB

Objetivo da reunião é "pontuar situações" que não foram devidamente passada na reunião com Eduardo Campos

Sandra Rosado, deputada federal candidata à reeleição, também participará do encontro em Recife. Foto: Divulgação
Sandra Rosado, deputada federal candidata à reeleição, também participará do encontro em Recife. Foto: Divulgação

Alex Viana

Repórter de Política

O primeiro secretário nacional do PSB e presidente da Fundação João Mangabeira, Carlos Siqueira, e o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, se reúnem na tarde desta terça-feira, em Recife, com a presidente do PSB no Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, e a secretária-geral do partido, deputada federal Sandra Rosado. Em pauta, a definição quanto à aliança do PSB no Rio Grande do Norte com o PMDB do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, pré-candidato a governador.

O objetivo da reunião é pontuar situações que não foram devidamente pontuadas na reunião da semana passada com o presidente nacional do PSB, governador de Pernambuco Eduardo Campos, pré-candidato a presidente da República. “O problema é que a questão não foi conduzida como devia ter sido conduzida. Começou com Wilma conversando com Henrique e chegaram muito em cima da hora para conversar com Eduardo Campos, quando formataram a aliança”, reconhece o deputado estadual Tomba Farias (PSB).

No último sábado, O Jornal de Hoje noticiou que não estava tão certa como aparentava a aliança do PSB com o PMDB em torno da pré-candidatura governador de Henrique Eduardo Alves. Na oportunidade, a presidente do diretório do PSB em Natal, deputada estadual Márcia Maia, disse que o PSB potiguar poderia ter que levar o pleito em prol da aliança para a executiva nacional do PSB. “Se for necessário, vamos à executiva nacional colocar esses argumentos em favor dessa união. Temos a possibilidade de unir forças políticas”, afirmou a parlamentar, que é filha da ex-governadora Wilma de Faria.

Para Tomba Farias, no entanto, apesar do contratempo, a aliança do PSB com o PMDB para as eleições deste ano no Reio Grande do Norte não deve ter empecilho. Até porque as dificuldades enfrentadas pelo diretório nacional do PSB ocorrem em vários estados da federal, a exemplo de Piauí, Sergipe, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Santa Catarina. “Tem estado que quer compor. Eles queriam ter tido uma conversa mais profunda com Henrique para organizar, mas não acredito que venha a ser problema”, salientou.

MOSSORÓ

Segundo Tomba Farias, Eduardo Campos aceitou os argumentos utilizados por Wilma para convencê-lo a acatar a proposta de aliança do PSB com o PMDB no Rio Grande do Norte. “Até porque ele tinha dito que as alianças seriam olhadas a nível local. Além disso, Eduardo Campos terá palanque no estado, com Wilma, os deputados e prefeitos do estado”, afirmou Tomba.

Outra preocupação que torna o diretório nacional do PSB sensível à aliança do PSB com o PMDB potiguar remete às eleições suplementares em Mossoró, previstas para o dia 4 de maio. PMDB já anunciou apoio à candidata do PSB, deputada estadual Larissa Rosado. “Tem que acelerar o processo. Até porque já tem eleições. Eduardo vai querer perder o reduto eleitoral de Mossoró, onde a deputada Larissa Rosado desponta com chances grandes de ganhar a eleição?”, questiona Tomba Farias. “Ele mesmo reconhece a importância de Mossoró como importante reduto. Tanto que correu atrás no ano passado”, afirmou.

Sobre a candidatura de Wilma ao Senado, e não ao governo, como ainda especulam, o deputado Tomba Farias disse que “está definida”. “Wilma não é candidata ao governo. Ela deixou bem claro na reunião com Eduardo Campos. Ele pediu para ela ser candidata ao governo, mas ela disse que já tinha dado sua contribuição ao Estado, tinha sido três vezes prefeita de Natal e duas vezes governadora e que agora queria ir para o Senado. Ele entendeu, compreendeu e acatou a decisão dela”.

O deputado Tomba finaliza afirmando que todas as definições estão dadas ainda nesta semana. “Vamos aguardar. Acredito que até a semana que vem estará tudo ok”, afirmou, reconhecendo que o fechamento da aliança foi atropelado. “É uma coisa que partiu muito cedo. Foi antecipada a coisa, porque teve aliança ampla. Não sobra muita coisa. Os partidos estão coligados. Então se adiantou a chapa”, disse.

“Henrique está preparado para conduzir estado do RN”

Sobre a chapa Henrique governador, Wilma senadora, o deputado Tomba Farias disse que o Rio Grande do Norte vive um momento importante e que o presidente da Câmara dos Deputados é uma pessoa experiente e tem portas abertas, além de saber onde buscar recursos para o Estado. “O momento é grave para o RN. Se o próprio PT votou em Henrique para presidente da Câmara, se Henrique tem condições de ser presidente da Câmara, se Henrique tem condições de ser segundo na linha de sucessão e cuidar até dos destinos do País, com certeza está preparado para conduzir o estado do RN”, afirmou o parlamentar.

Ainda segundo Tomba Farias, o deputado Henrique vive um grande momento, é um político hábil e que não tem dificuldade de sentar e negociar com quem quer que seja. “Se ele juntou os partidos, teve esse trabalho, então parabéns para ele. Dizer que é um acordão?! Acordão de quê? Se fosse votar no PT não era acordão. Dilma não tem 15 partidos juntos? Não vejo problema. Temos que bater palmas para Henrique que soube juntar em torno do nome dele”, disse o deputado.

Ainda segundo o parlamentar socialista, “chegou a hora de os políticos olharem para o RN e cada um fazer sua parte, tanto na Assembleia Legislativa, como no Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Justiça e Ministério Público”. Conforme Tomba, todos devem abrir mão de ambições pessoais para executar um projeto de governo, que é o que falta para o RN. “Henrique tem que apresentar esse projeto para ser executado após aprovado pela sociedade”, finalizou.

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