Xuxa ficará afastada da Televisão por no mínimo seis meses

De acordo com relatório médico, apresentadora passará por novo tratamento para cuidar de grave problema no pé esquerdo

Xuxa, que teve seu programa TV Xuxa exibido pela última vez no último sábado pela TV Globo, ficará afastada da televisão por no mínimo seis meses para tratar a sesamoidite de que sofre no pé esquerdo — uma inflamação nos ossos sesamoides provocada, entre outras coisas, pelo uso contínuo de sapatos de salto alto. O calçado agora está banido do guarda-roupa da apresentadora.

Xuxa já havia sido avaliada pelo mesmo problema em agosto de 2013, quando teve que passar um período de bota ortopédica e fazer o máximo de repouso possível por dois meses. No entanto, devido aos diversos compromissos profissionais, principalmente às gravações do programa semanal que comandava na Globo, o tratamento não obteve o sucesso esperado. Segundo relatório médico assinado pelo ortopedista da apresentadora, Caio Nery, que atua no hospital Albert Eistein, em São Paulo, ela passará agora por uma nova etapa de repouso, três vezes maior que a anterior, ao final da qual, se não apresentar melhoras, pode ser submetida a uma cirurgia.

Apesar do afastamento, a apresentadora renovou seu contrato com a Globo. No início da última semana, a emissora anunciou o fim do TV Xuxa alegando dois motivos: a necessidade de reformular a programação para acomodar a cobertura da Copa do Mundo e das eleições e o problema de saúde da apresentadora.

Apesar do afastamento, a apresentadora renovou seu contrato com a Globo. Foto: Divulgação
Apesar do afastamento, a apresentadora renovou seu contrato com a Globo. Foto: Divulgação

Confira na íntegra o relatório médico de Xuxa:

A paciente supramencionada (Maria das Graças Xuxa Meneghel), portadora de dor intensa e incapacitante na região do antepé esquerdo relacionada com o uso de sapatos de saltos altos, solicitou nossa avaliação em agosto de 2013. 

Clinicamente, a dor mais significante coincidia com a posição anatômica do sesamóide fibular do hálux esquerdo sendo exacerbada por manobras propedêuticas capazes de aumentar a pressão sob aquele ossículo.

As imagens radiográficas e de ressonância magnética confirmaram a presença alterações no sesamóide fibular esquerdo compatíveis com sobrecarga mecânica e importante grau de sofrimento isquêmico do tecido ósseo (necrose óssea) tendo sido sugerido o diagnóstico de sesamoidite fibular esquerda.

As opções terapêuticas apresentadas à paciente por ocasião dessa avaliação foram: (1) Redução da carga sobre o sesamóide fibular esquerdo através da utilização de órtese especial, redução da atividade física e de trabalho e repouso por 2 meses. A eficácia do tratamento seria avaliada através de exames de ressonância obtidos no final do prazo de imobilização.

Na eventualidade de insucesso do método incruento, foi sugerido o tratamento cirúrgico que poderia constar de (2) artroscopia metatarsofalângica (micro-perfurações no osso sesamóide + curetagem + enxertia óssea) ou (3) a ressecção cirúrgica completa do sesamóide fibular esquerdo.

A escolha da melhor opção terapêutica dependerá da intensidade e grau de comprometimento do osso sesamóide afetado medidas por novos exames de ressonância magnética. Independente da técnica adotada, a paciente deverá permanecer imobilizada e sem permissão para deambular sobre o pé operado por 8 (oito) semanas após as quais será realizado programa de reabilitação.

Após reavaliação realizada em dezembro passado, onde constatamos o insucesso da primeira tentativa terapêutica, tendo em vista que a paciente não pode reduzir suas atividades profissionais(gravações de programa de televisão), chegamos ao consenso de repetir a primeira fase do tratamento no início deste ano, tomando o cuidado desta vez, de manter rígido controle sobre o uso da órtese plástica (bota) e impedir definitivamente o uso de calçados de saltos altos que são extremamente lesivos ao osso que pretendemos reparar.

Para que sejam cumpridas as etapas estipuladas e respeitadas as limitações impostas pelo plano terapêutico, recomendamos o afastamento da paciente de suas atividades de trabalho por no mínimo 6 (seis) meses, contados do início da primeira opção terapêutica.

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