Zona Norte ganhará Centro de Cultura e Teatro com capacidade para mil pessoas

Expectativa é de que obras custem entre R$ 20 e 25 milhões e sejam iniciadas no próximo ano

Espaço a ser contruído  será multifuncional, mas parte da  estrutura  existente será mantida. Foto: José Aldenir
Espaço a ser contruído
será multifuncional, mas parte da estrutura
existente será mantida. Foto: José Aldenir

Fernanda Souza

fernandasouzajh@gmail.com

A zona Norte de Natal, região mais populosa da cidade, com cerca de 300 mil habitantes, deverá ganhar um Centro Cultural. A proposta, apresentada com destaque durante a leitura da mensagem de abertura do ano legislativo na Câmara Municipal, nesta semana, pelo prefeito Carlos Eduardo Alves, consiste na construção de um espaço com seis mil metros quadrados de área útil, que será erguido na área de lazer do Panatis, onde funcionava o Centro Cultural Chico Miséria, poeta, marchand e ativo militante cultural falecido em meados dos anos de 1990. Fundado em 2005, o equipamento era voltado para o ensino e a prática de atividades ligadas a artes plásticas, teatro, dança e música e atualmente se encontra com as atividades paralisadas.

De acordo com o secretário Dácio Galvão, titular da Fundação Capitania das Artes (Funcarte), o Centro Cultural preservará o nome em homenagem ao poeta e produtor cultural Francisco das Chagas Bezerra de Araújo, o Chico Miséria. “Iremos aproveitar parte da estrutura existente, mas o projeto engloba a construção do Teatro Municipal de Natal, com capacidade para mil pessoas, de escolas de balé e teatro. Será um espaço multifuncional e também abrigará a sede da orquestra sanfônica, mas o intuito é que seja voltada essencialmente para o teatro. No projeto, que é do arquiteto Haroldo Maranhão, a parte de trás do Teatro se abrirá e se transformará num palco de arena. A estrutura da área de lazer atual será mantida”.

Segundo o secretário, a Prefeitura do Natal deverá destinar entre R$ 20 e 25 milhões para a obra e a licitação será feita pela Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infrestrutura (Semopi) neste segundo semestre, com início de obras no próximo ano.

Dácio Galvão ainda ressalta que há o projeto de construção de outro equipamento cultural na zona Norte, no Conjunto Gramoré, o Espaço Cultural Jesiel Figueiredo, uma espécie de anfiteatro, além da construção de um Centros de Artes e Esportes Unificados, o chamado CEU, em Lagoa Azul, através de uma parceria com o Ministério da Cultura. “A zona Norte ainda fica à margem dos equipamentos culturais, mas destaco que a política atual da Prefeitura está em consonância com o Sistema Nacional de Cultura e das recomendações da Unesco. Iremos reabrir 10 museus, entre eles, o Memorial Natal, no Parque da Cidade, e estamos readequando o Centro de Cultura Popular Djalma Maranhão. Também temos a proposta de reabrir o Teatro Sandoval Wanderley neste segundo semestre”.

Ainda segundo Dácio Galvão, no início desta semana foi realizado um encontro com a Rede Potiguar de Teatro e ficou acordado que o grupo irá participar de reuniões com a Funcarte para acompanhar e opinar sobre as políticas culturais do município.

Quanto à necessidade de capital humano para o trabalho nos novos equipamentos culturais, o titular da Funcarte explicou que a Prefeitura já sinalizou para a realização de concursos públicos específicos para a área. “O desafio maior é a gestão dos recursos humanos, mas a Prefeitura vai realizar concursos públicos para gerenciar estes equipamentos”.

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